Traducción al portugués – Alemania: llamamiento de Partizan y la Liga Roja a la manifestación de la LLL

A continuación compartimos una traducción no oficial compartida por Servir ao Povo de Portugal.

27 de Dezembro de 2025

Liga Vermelha e Partizan: Para as ruas pela Marcha Luxemburgo-Liebknecht-Lenine em 2026!

Nota da Revista: Recebemos por correio electrónico convocação realizada pela Liga Vermelha (Alemanha) e Partizan (Turquia), organizações revolucionárias em seus respetivos países, feita aos revolucionários europeus e de todo o mundo para participação na Marcha Luxemburgo-Liebknecht-Lenine, evento anualmente realizado em Berlim em memória dos revolucionários Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht (fundadores do glorioso Partido Comunista da Alemanha – KPD) e o titã bolchevique Lenine. Em 2026, a marcha ocorrerá em 12 de Janeiro, e o bloco formado pela Liga e pelo Partizan denunciará a «Operação Kagaar» feita pelo velho Estado indiano contra a Guerra Popular e contra o Partido Comunista da Índia (Maoista) que a dirige.

Repercutimos tal comunicado pela importância do trabalho dos camaradas e companheiros que organizarão o bloco revolucionário da marcha, bem como o conteúdo da denúncia e da marcha em si. Aos revolucionários portugueses, fica a convocação para participar e, mais do que isso, encarnar o seu exemplo em Portugal.

Caso queira acessar a convocação original em inglês e em PDF, clica aqui.


Proletários de todos os países, uni-vos!

Para as ruas pela Marcha Luxemburgo-Liebknecht-Lenine em 2026!

O contexto geral ao qual a Marcha LLL de 2026 terá lugar é um onde todo o mundo está em crescente tormenta. O panorama mundial caracteriza-se por guerras de agressão imperialista contra nações e povos oprimidos, como a Palestina e a Ucrânia, militarização, belicismo e uma forte tendência fascista nos Estados imperialistas, acompanhada de uma ofensiva geral contra as condições de vida dos operários e das massas, o que resulta em pobreza, fome e miséria crescentes.

Em Alemanha, a crise da ordem vigente está a aprofundar-se. Para superar a crise económica, o capital financeiro e seu Estado está a se ancorar em um crescente capitalismo de Estado, enquanto milhões estão a ser jogados ao desemprego e à pobreza. Para superar a crise do parlamentarismo, o Alternativa para a Alemanha (AfD) fascista está a ser promovido como uma «alternativa radical», quando na verdade este é nada mais que o defensor mais leal da exploração e da opressão, e este «horror» é então usado para mobilizar a pequena burguesia liberal-burguesa em nome do «antifascismo» para a defesa do Estado imperialista – como forma de canalizar toda forma de descontentamento e possível resistência a canais jurídicos. Ideologicamente, toda forma de degeneração é promovida, seja ela decadência «pós-moderna» ou obscurantismo reacionário «conservador» – todos não são nada além de diferentes expressões da mesma ideologia imperialista chauvinista. A transformação da Bundeswehr de uma força armada primariamente voltada a travar guerras coloniais modernas a uma que pode outra vez travar confrontação direta com os exércitos de outras potências imperialistas requer a crescente militarização do Estado como um todo e, claro, sobretudo, de seus órgãos armados. Militarismo e belicismo tornaram-se uma vez mais perfeitamente aceitáveis, e de novo a juventude da classe operária e do povo devem estar prontos para marchar às trincheiras para serem massacrados no altar sangrento do sagrado lucro. Em suma: reacção em toda linha.

Mas os planos sinistros dos exploradores e opressores estão a encontrar com uma crescente poderosa resistência. Aqui na Alemanha, o forte desenvolvimento do movimento anti-imperialista é um salto qualitativo do desenvolvimento do movimento popular, e a crescente resistência da classe operária e o crescente movimento anti-militarista dão grandes perspetivas. Os povos e nações oprimidas do mundo estão a levantar-se em luta contra os imperialistas e seus servos. A heróica luta da frente de resistência nacional na Palestina contra o genocídio bárbaro dos carniceiros israelitas e seus amos imperialistas dos EUA são fonte de inspiração que dá grande ímpeto ao desenvolvimento do movimento anti-imperialista em todo lugar da Terra. Ao mesmo tempo, desde o Verão de 2024, uma onda de levantes populares se desenvolve. Em Bangladeche, Indonésia, Nepal, Madagáscar, Moçambique, Marrocos e Peru, as massas levantaram-se e fizeram tremer a velha ordem desde suas fundações, dirigindo todos a uma nova geração de lutadores. As lutas em França em Setembro e o levante popular massivo no Equador em Outubro-Novembro, ambos com um grau significativo alto de organização e forte atividade dos comunistas, entram no mesmo quadrante. As massas estão a clamar pela organização de sua rebelião e a demonstrar a existência de uma situação revolucionária, que se desenvolve de forma desigual mas cresce ao redor do mundo. Essa é a principal causa da crescente agressão dos imperialistas contra os povos e nações oprimidas. A Revolução é a tendência principal.

As condições objetivas para um grande salto à frente no desenvolvimento da Revolução Proletária Mundial estão no lugar. O problema reside na às vezes ausente direção de Partidos Comunistas. As vanguardas armadas proletárias nos países oprimidos, os Partidos Comunistas dirigindo as Guerras Populares, jogam um papel decisivo no desenvolvimento da luta contra o imperialismo. Estes Partidos formam a vanguarda do crescente exército dos oprimidos e explorados. São vivos exemplos da fusão com o movimento proletário com o movimento de libertação nacional sob a direção do marxismo-leninismo-maoismo. Neste sentido, o significado das Guerras Populares dirigidas pelos maoistas vai além de sua ressonância nacional; são cruciais para a luta pelo triunfo do Comunismo pelo mundo.

É neste senso que entendemos o que acontece na Índia neste exato momento. Desde o início de 2024, o Estado capitalista burocrático e semifeudal indiano está a realizar uma ofensiva massiva, chamada «Operação Kagaar», com a qual está a tentar derrotar a Revolução de Nova Democracia na Índia. Aplicando estratégias contrarrevolucionárias do tal «conflito de baixa intensidade» (CBI), desenvolvido primariamente pelo imperialismo ianque para afogar revoluções e guerras de libertação nacional em sangue, uma guerra total está a ser travada contra o Partido Comunista da Índia (Maoista), o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) dirigido por este, os Comités Revolucionários (os órgãos do novo poder popular), as massas nas cidades e no campo, e contra todos que demonstram solidarizar-se com o movimento revolucionário. A taxa de mortes entre o povo é alta. Em Março deste ano, o secretário-geral do PCI (Maoista), camarada Basavaraj, foi morto. Desde então, oito membros do Comité Central, dezenas de quadros dirigentes, e centenas de membros do Partido, combatentes do EGPL, activistas e massas foram mortos no curso da «Operação Kagaar». Assim como fizeram Luxemburgo, Liebknecht e Lenine, eles ergueram alto a bandeira vermelha até o fim e deram suas vidas pelo Partido Comunista e pela Revolução.

Sempre que um processo revolucionário passa por tempos difíceis, um punhado de renegados aparece. Esse é também o caso agora na Índia. Alguns ex-dirigentes do PCI (Maoista) capitularam e ingressaram nas fileiras da contrarrevolução, e agora estão activamente combatendo os camaradas. Estão a participar na guerra psicológica do Estado indiano e continuam a incitar a traição e a deserção. Mas o Comité Central se mantém firme contra o ataque reacionário na cabeça de um verdadeiro Partido maoista e de um exército revolucionário, forjado por longos anos de Guerra Popular e com uma base de massas de milhões. Estes camaradas passarão todos os testes e se manterão no curso rumo à vitória final. É nosso dever internacionalista proletário nesta luta, ao qual é de importância estratégica perentória na luta pela vitória do Comunismo pelo mundo, apoiar nossos camaradas com toda nossa força. Neste sentido, fazemos das palavras da Liga Comunista Internacional (LCI) as nossas:

«Devemos redobrar os nossos esforços para desenvolver a campanha internacional de apoio à Guerra Popular na Índia. Não podemos permitir que o nefasto plano do imperialismo, como parte da sua estratégia de CBI, e os reaccionários indianos, com a ajuda de renegados e traidores, consigam espalhar confusão e pessimismo. Devemos desmascarar a guerra psicológica do inimigo elevando a consciência das nossas próprias forças e das Massas em geral com a verdade do marxismo-leninismo-maoismo, desenvolvendo a nossa contra-ofensiva ideológica e política. Devemos precipitar-nos para a batalha em todas as frentes para repelir todos os ataques contra os nossos camaradas indianos. Devemos golpear os imperialistas pelas costas e fazer tudo o que pudermos para sabotar os seus planos. Devemos unir todos os que possam ser unidos para servir a derrota da «Operação Kagaar» — e da estratégia do CBI em geral —, para a vitória da Revolução de Nova Democracia na Índia pelo seu único caminho, a Guerra Popular.» (LCI, Outubro de 2025)

Convocámos a todos os internacionalistas, anti-imperialistas e revolucionários em Alemanha a unir connosco em tomar a iniciativa e vigorosamente avançar a campanha de apoio à Guerra Popular na Índia aqui neste país, como parte central da urgente tarefa de construir a frente anti-imperialista.

Assim como ontem, hoje estamos certos de que os sacrifícios dos caídos nunca foram em vão. Quando tremulamos nossas bandeiras nas ruas de Berlim no segundo domingo de Janeiro para honrar os fundadores do Partido Comunista da Alemanha e o grande Lenine, também enviámos uma inconfundível mensagem de solidariedade classista aos nossos camaradas na Índia.

Para as ruas para a Marcha LLL de 2026!

Os heróis caídos que tornaram-se imortais são nossa honra!

Abaixo a “Operação Kagaar”!

Viva a Guerra Popular na Índia!

Viva o marxismo-leninismo-maoismo!

Viva a Liga Comunista Internacional!

PARTIZAN

LIGA VERMELHA (ROTER BUND)

Dezembro de 2025

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